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O fechamento da emissora Radio Caracas Televisión (RCTV) provocou protestos e indignação na Venezuela. A mídia divulgou milhares de venezuelanos marchando nas ruas de Caracas contra medida tomada pelo presidente Hugo Chávez, que argumentou que não renovou a concessão da RCTV, porque o canal apoiou o golpe militar que tirou Chávez do poder por três dias, em 2001.

Através disso, muitas pessoas se questionam o que realmente levou o governo venezuelano a agir dessa forma. Pois, não podemos nos esquecer que o término da RCTV nada mais é do que tirar do ar um canal de comunicação. Muitos críticos de todo o mundo justificam que excluir a RCTV significa não fazer mais oposição ao governo de Chávez. Se foi isso que realmente motivou Chávez a agir dessa forma nos perguntaremos o seguinte: Chávez quis censurar o Jornalismo? Ou será que fechar a RCTV é uma maneira de calar os jornalistas de Venezuela? Com base nestas perguntas procuramos saber a opinião de estudantes de Jornalismo e de profissionais que atuam na área de Comunicação Social.

Para o estudante Leandro Luz o presidente venezuelano fechou a RCTV porque a emissora criticava o seu governo. “Apesar de achar que a atitude do Chávez fere os princípios da democracia, é inegável que ele está agindo dentro da lei, pois a concessão da RCTV estava vencida. No entanto, ele fechou a emissora não por ela estar com essa concessão vencida, mas por ela criticar seu modo anti-democrático de governar. Para mim, é uma atitude de censura, sim, sem dúvidas”, ressalta Luz.  A estudante Fabiane Castro acredita que o fechamento da RCTV foi uma atitude brusca. “Avalio que  o fechamento da RCTV foi uma atitude radical do governo Chávez. Mais que uma censura ao jornalismo, essa medida visa acabar com a oposição ao governo. Em diversos setores da sociedade, a oposição é fundamental, seja para fortalecer os valores de um governo vigente ou para fomentar ações e reações”, declara Fabiane. Já o programador da TV Pampa, Lauro Barbosa Klain, acredita que não renovar contrato com a RCTV não significa censurar o Jornalismo. “Chávez não quis censurar a emissora apenas não achou viável  renovar o contrato com a RCTV. Acredito que não há como calar o Jornalismo. Já que a função de repórter é fazer notícias e tornar os fatos públicos”, destaca klain. Segundo o estudante Tarlis Schneider Chávez confiscou o patrimônio da RCTV. “Fechar a RCTV trata-se de uma censura. Creio também que vai além disso. No âmbito político considero o que Chávez fez como uma ditadura camuflada, visto que ele confiscou o patrimônio da emissora para utilizar na sua televisão estatal. Fico imaginando se algo desse tipo aconteceria por aqui. Pior ainda, se viessem os governantes para se apoderar dos bens pessoais do cidadão comum, tipo um carro, casa ou até mesmo como fez o ex-presidente Collor, que tomou da população as suas economias para uso ‘público’”, completa Schneider. Para  o copy desk do Jornal O Sul, Guilherme Pinto, fechar a RCTV poder ter vários significados. “Olha esse papinho de ameaça a liberdade de imprensa é coisa para boi dormir, como sempre ninguém é santo em nenhum dos lados. Hugo Chávez é um boçal? É. Deveria ter renovado a concessão à RCTV? Poderia. A emissora é uma aguerrida combatente da imprensa livre e independente a bem da população venezuelana? Não. A emissora era a única voz contra o governo, mas também atendia aos interesses dos grupos contrários à Chávez que tiveram o seu apoio no golpe de 2002. O estardalhaço que a Globo e o Sarney fazem é pelos seus próprios interesses pois é esse a principal mola que move essa gente. Nunca se preocupam realmente com telespectador, ouvinte e leitor. É só presenciar o que se discute em suas reuniões internas, nunca dão a mínima para quem adquirem ou acompanham os seus produtos e vc que trabalhou aqui sabe que é assim”, destaca Pinto.

 De acordo com a editora de Cultura do Jornal do Comércio, Maria Wagner, o ato de Chávez é inaceitável na área jornalística. “Quanto ao que Hugo Chávez fez na Venezuela, em relação à RCTV, acho foi de um tremendo mau gosto, antes de mais nada. Foi uma represália, uma cala-te boca na oposição. Coisa de quem dita as regras e não aceita nenhuma opinião que não seja a dele. Ele alega que a RCTV estava mancomunada com Estados Unidos na tentativa de tirá-lo do poder há alguns anos. Mesmo que isso seja verdade, não deveria usar o poder que tem para fazer uma represália”, conclui a editora Maria.   

       

Equipe Lego na Escola Thiago Würth

A maior escola municipal de Canoas Thiago Würth, localizada no bairro Mathias Velho, que conta com um mil e oitocentos alunos, conquistou o troféu de segunda colocada na categoria pesquisa do Campeonato Mundial de Robótica no Complexo Geórgia Dome em Atlanta, nos Estados Unidos, entre os últimos dias 12 e 14 de abril.

A equipe formada por nove alunos da 7ª e 8ª série denominada Lego Würth foi a única escola pública da América do Sul a participar do evento, que disputou o campeonato juntamente com outras 96 equipes de 32 países, tratando em sua pesquisa dos Nanofiltros. Para obter a segunda posição, utilizou do teatro para apresentar a pesquisa, que propunha a instalação de nanofiltros na saída de resíduos das indústrias para tratar do esgoto antes de ser depositado na água. Entusiasmado com a colocação da Lego Würth o secretário de Educação e Cultura, Marcos Zandonai, ressaltou que o trabalho de alunos que vivem na periferia de Canoas serviu como estímulo de vida. “Não foi fácil, mas com a garra e o entusiasmo desta gurizada, conseguimos o melhor resultado entre todas as equipes do país”, declara. “Além da experiência de vida que cada um teve o que vale também é o modelo de sucesso que eles acabam de se tornar para o resto dos alunos de nossa rede municipal, que passarão a se espelhar e ver que a sala de aula é o passaporte para uma vida melhor”, enfatizou Zandonai. Para a professora dos alunos, Rosi Horst, a equipe provou que é possível a realização de um trabalho de qualidade em escola pública. “Estávamos concorrendo com escolas com mais recursos materiais e, mesmo assim, provamos que a determinação e a vontade podem superar qualquer obstáculo”, acredita Rosi.

Segundo o estudante Anderson Barros, 15 anos, que exerceu a função de condutor do robô Power Würth o convívio com pessoas tão diferentes foi o mais interessante da viagem. “Apesar da dificuldade de se comunicar, a gente dava um jeito e acabava entendendo quase tudo”, disse o estudante, lembrando que o momento mais marcante foi quando jogaram futebol com japoneses, alemães, coreanos e peruanos. “Foi incrível conhecer outros povos e como eles falam, o que comem e como são no dia-a-dia”, relatou o jovem. Para Rhonaldo Esse, 15 anos, foi uma experiência inesquecível, em que “a necessidade fez com que nós desenvolvêssemos habilidades que nunca pensamos em ter”, declara o aluno. Para o diretor da Escola José de Jesus D’ Avila atividades tecnológicas servem como estímulo para os alunos. “O lego é uma ferramenta de aprendizado que une o conhecimento com a possibilidade de interação entre aluno, professor e o assunto abordado em sala de aula. Sem contar que o lego proporciona sabedoria juntamente com entretenimento”, declara D’ Avila

Conforme a professora dos alunos, Rosi Horst, a equipe provou que é possível a realização de um trabalho de qualidade em escola pública. “Estávamos concorrendo com escolas com mais recursos materiais e, mesmo assim, provamos que a determinação e a vontade podem superar qualquer obstáculo”, destaca Rosi.

 

Equipe Lego em Atalnta

A evolução da internet nos permite uma série de possibilidades, como a criação de blogs, fotologs e podcasts. O fotolog, também conhecido como flog, consiste na publicação de fotografias na internet. O registro, muitas vezes, acontece em ordem cronológica, ou apenas podem ser inseridas pelo autor sem ordem, de forma parecida com um blog. E ainda pode-se colocar legendas retratando momentos de diversão. É muito parecido com um blog, mas a diferença é predomina fotos ao invés de texto. O processo de criação e edição de flogs são atrativos pelas facilidades que possui, pois não é necessário ter conhecimento de HTML, motivo que atrai pessoas a criá-los. Num flog, o principal objetivo é compartilhar imagens de maneira interativa, já que as pessoas que visitam o site geralmente podem fazer comentários, darem sugestões ou críticas.Para alguns, os flogs consistem apenas em uma maneira de mostrar fotos aos amigos, enquanto outras pessoas o tratam com um caráter profissional, com produções técnicas mais elaboradas. O tom varia de acordo com o autor, exatamente como um blog. Como é o caso do fotolog , que utiliza membros com perfil de modelos e manequins, como uma vitrine, buscando uma maneira descontraída de conseguir novos trabalhos ou convites de agências. Já o vibeflog criou uma proposta de entretenimento. 

Saiba mais sobre o conceito de blog e de podcast.

A internet ao longo de sua existência é alvo de muitas mutações, sempre se adaptando a novas realidades. Mudou o perfil de seus usuários, mudaram as características dos computadores a ela ligados, a velocidade das redes, programas aplicativos, enfim, praticamente tudo. A Internet continua cada vez mais firme e passando a invadir (ou ser convidada) à intimidade de cada vez mais empresas, lares, escolas, universidades e muitos outros locais. Hoje pode-se encontrar computadores ligados à Internet em praticamente todos os lugares. Antes da sua popularização iniciada em 1993 com a criação do primeiro browser web, a utilização eficiente da Internet requeria o conhecimento de vários programas diferentes (ftp, gopher, telnet e vários outros). Além de conhecer o funcionamento destes programas, era necessário também conhecer onde a informação se encontrava. Existiam alguns mecanismos de busca de informação, mas nada comparado aos mecanismos de busca hoje existentes. E a informação existente era em sua maioria composta apenas por texto, sem imagens e sons. Já temos os telefones celulares que são câmeras fotográficas, fazem vídeos, são computadores portáteis. Nos micros também já somos capazes de assistir filmes, televisão, ouvir rádio, fazer compras, telefonemas e muitas outras coisas. As possibilidades são infinitas. O termo Web 2.0, criado por Tim O’Reilly, é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web – tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A partir disso a idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo. a regra mais importante seria desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Segundo Tim O’Reilly a evolução da internet depende, de certa forma, da web 2.0. “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”, destaca. Na Web 2.0 podem ser utilizados os serviços do RSS: denominada de abreviação de “really simple syndication” – distribuição realmente simples. É uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias “pull” com as quais o usuário da web solicita às informações que deseja e tecnologias “push” com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. Existem também as Wikis, que designam páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por usuários que têm direitos de acesso. O avanço da tecnologia nos possibilita uma série de benefícios. Os grandes portais de conteúdo, por exemplo, estão preparados para atender as necessidades de internautas. O Terra oferece serviços, notícias, fotolog, vídeos, músicas, disco virtual, horóscopo, chat, loterias, enfim utilidades públicas. Mas jornalisticamente deixa a desejar. O site não parece ser atualizado com a velocidade dos acontecimentos. E as matérias publicadas com destaque não apresentam caráter jornalístico (de reportagem) e sim de fofocas (vida de celebridades), motivo que, muitas vezes, frusta usuários que buscam informações jornalísticas. 

                  

O jornal digital possibilita uma dimensão maior de fatos. Na internet é permitido ler um jornal com mais agilidade do que de um impresso. Na capa de um jornal online, por exemplo, podemos clicar em algum link e entrar diretamente na matéria desejada. Sem contar que muitas notícias são acompanhadas de vídeos e áudios. Na Zero Hora, podemos ter acesso a blogs, galerias de fotos e ainda buscar edições anteriores com praticidade.                                                                Conforme McLuhan o mundo vive em constante mudança. Os modos de pensar e agir se alteram e novas ordens se impõem a cada dia. Com isso o ser humano é o causador destas mudanças. E o pivô que se  conduz para o bem ou para o mal. McLuhan acredita que a formação da aldeia global ampliou horizontes, criou novas noções de espaço e tempo, fazendo a informação circular gerando resultados surpreendentes.

                          

Cibercultura

       Cibercultura é a maneira como se define as mais diversas relações sociais entre as várias comunidades virtuais existentes na internet. Estas comunidades estão ampliando e popularizando a utilização da internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação entre as pessoas de todo o mundo. Através dessas comunidades, a internet vai sendo popularizada, culturas do mundo todo são conhecidas e as pessoas estão cada vez mais próximas.

Com a cibercultura as variedades artísticas antes restritas a determinados locais, como o cinema, podem ser compartilhadas na internet. Filmes, músicas e literatura são facilmente encontrados com poucos cliques. E várias dessas formas artísticas foram justamente uma maneira recente de divulgar a cibercultura.  Filmes como Matrix e O Homem Bicentenário e bandas como a Mangue Beat foram influenciadas pela cibercultura, e ironicamente, a apresentaram para o mundo através das artes “antigas”. A cibercultura dá-se através do ciberespaço, ou seja, o espaço virtual em que encontram-se as culturas virtuais.  O mais novo exemplo onde a cibercultura chegou é o YouTube onde, como todos sabem, pode-se colocar qualquer tipo de vídeo.

                             Filme O Homem Bicitenário

                                                  Banda Mangue Beat

A Cibercultura provém de um espaço de comunicação mais flexível que o produzido nas mídias convencionais TV, rádio, jornal. Nas mídias convencionais o sistema hierárquico de produção e distribuição da informação seguem um modelo pouco flexível baseado no modelo um-todos. Já no ciberespaço a relação com o outro se desdobra no contexto do todos-todos. Nesse sentido, este ambiente comunicacional emerge com a potência que comporta o discurso democrático em sua gênese. Uma maneira interativa de contribuir com novos conceitos e postulados.Cibercultura no cinemaNo cinema a cibercultura consiste em abreviação de projetar fotogramas (quadros) de forma rápida e sucessiva para criar a impressão de movimento bem como a arte de se produzir obras estéticas, narrativas ou não, com esta técnica.  Filmes, músicas e literatura são facilmente encontrados com poucos cliques. E várias dessas formasartísticas foram justamente uma maneira recente de divulgar a cibercultura.          

Cibercultura na literatura

Na literatura a cibercultura consiste em hipertextos. A cibercultura, resultante da banalização dos computadores pessoais e das novas relações criadas pelas comunidades virtuais em um ambiente marcado pela interatividade, vem se impor como um novo paradigma, cujo foco são as relações estabelecidas entre a literatura, a cibercultura e a cibercidade com as novas formas textuais emergentes.  

Saiba mais sobre a cibercultura na música 

Quem sou…

     Sou Dayane Mascitti de Oliveira tenho 23 anos estou cursando o sexto semestre de Jornalismo na Unisinos. Tenho grandes expectativas em relação à disciplina de Jornalismo Online. Acredito que a globalização que estamos vivendo nos dias de hoje nos possibilita ingressar cada vez mais no mundo tecnológico. O mercado de trabalho para um profissional jornalista é bastante amplo. De certa forma isto propicia opções de diferentes áreas na comunicação social. Decorrente disso considero o jornalismo online uma ferramenta típica de uso da profissão de repórter. Espero que essa disciplina amplie meus conhecimentos nos processos virtuais. E aprimore minha convivência diária com adequação de blogs e fotologs. Com isso possibilitando uma troca mútua de experiências entre futuros profissionais da comunicação.

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