A internet ao longo de sua existência é alvo de muitas mutações, sempre se adaptando a novas realidades. Mudou o perfil de seus usuários, mudaram as características dos computadores a ela ligados, a velocidade das redes, programas aplicativos, enfim, praticamente tudo. A Internet continua cada vez mais firme e passando a invadir (ou ser convidada) à intimidade de cada vez mais empresas, lares, escolas, universidades e muitos outros locais. Hoje pode-se encontrar computadores ligados à Internet em praticamente todos os lugares. Antes da sua popularização iniciada em 1993 com a criação do primeiro browser web, a utilização eficiente da Internet requeria o conhecimento de vários programas diferentes (ftp, gopher, telnet e vários outros). Além de conhecer o funcionamento destes programas, era necessário também conhecer onde a informação se encontrava. Existiam alguns mecanismos de busca de informação, mas nada comparado aos mecanismos de busca hoje existentes. E a informação existente era em sua maioria composta apenas por texto, sem imagens e sons. Já temos os telefones celulares que são câmeras fotográficas, fazem vídeos, são computadores portáteis. Nos micros também já somos capazes de assistir filmes, televisão, ouvir rádio, fazer compras, telefonemas e muitas outras coisas. As possibilidades são infinitas. O termo Web 2.0, criado por Tim O’Reilly, é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web – tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A partir disso a idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo. a regra mais importante seria desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Segundo Tim O’Reilly a evolução da internet depende, de certa forma, da web 2.0. “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”, destaca. Na Web 2.0 podem ser utilizados os serviços do RSS: denominada de abreviação de “really simple syndication” – distribuição realmente simples. É uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias “pull” com as quais o usuário da web solicita às informações que deseja e tecnologias “push” com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. Existem também as Wikis, que designam páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por usuários que têm direitos de acesso. O avanço da tecnologia nos possibilita uma série de benefícios. Os grandes portais de conteúdo, por exemplo, estão preparados para atender as necessidades de internautas. O Terra oferece serviços, notícias, fotolog, vídeos, músicas, disco virtual, horóscopo, chat, loterias, enfim utilidades públicas. Mas jornalisticamente deixa a desejar. O site não parece ser atualizado com a velocidade dos acontecimentos. E as matérias publicadas com destaque não apresentam caráter jornalístico (de reportagem) e sim de fofocas (vida de celebridades), motivo que, muitas vezes, frusta usuários que buscam informações jornalísticas.

O jornal digital possibilita uma dimensão maior de fatos. Na internet é permitido ler um jornal com mais agilidade do que de um impresso. Na capa de um jornal online, por exemplo, podemos clicar em algum link e entrar diretamente na matéria desejada. Sem contar que muitas notícias são acompanhadas de vídeos e áudios. Na Zero Hora, podemos ter acesso a blogs, galerias de fotos e ainda buscar edições anteriores com praticidade.
Conforme McLuhan o mundo vive em constante mudança. Os modos de pensar e agir se alteram e novas ordens se impõem a cada dia. Com isso o ser humano é o causador destas mudanças. E o pivô que se conduz para o bem ou para o mal. McLuhan acredita que a formação da aldeia global ampliou horizontes, criou novas noções de espaço e tempo, fazendo a informação circular gerando resultados surpreendentes.