A maior escola municipal de Canoas Thiago Würth, localizada no bairro Mathias Velho, que conta com um mil e oitocentos alunos, conquistou o troféu de segunda colocada na categoria pesquisa do Campeonato Mundial de Robótica no Complexo Geórgia Dome em Atlanta, nos Estados Unidos, entre os últimos dias 12 e 14 de abril.
A equipe formada por nove alunos da 7ª e 8ª série denominada Lego Würth foi a única escola pública da América do Sul a participar do evento, que disputou o campeonato juntamente com outras 96 equipes de 32 países, tratando em sua pesquisa dos Nanofiltros. Para obter a segunda posição, utilizou do teatro para apresentar a pesquisa, que propunha a instalação de nanofiltros na saída de resíduos das indústrias para tratar do esgoto antes de ser depositado na água. Entusiasmado com a colocação da Lego Würth o secretário de Educação e Cultura, Marcos Zandonai, ressaltou que o trabalho de alunos que vivem na periferia de Canoas serviu como estímulo de vida. “Não foi fácil, mas com a garra e o entusiasmo desta gurizada, conseguimos o melhor resultado entre todas as equipes do país”, declara. “Além da experiência de vida que cada um teve o que vale também é o modelo de sucesso que eles acabam de se tornar para o resto dos alunos de nossa rede municipal, que passarão a se espelhar e ver que a sala de aula é o passaporte para uma vida melhor”, enfatizou Zandonai. Para a professora dos alunos, Rosi Horst, a equipe provou que é possível a realização de um trabalho de qualidade em escola pública. “Estávamos concorrendo com escolas com mais recursos materiais e, mesmo assim, provamos que a determinação e a vontade podem superar qualquer obstáculo”, acredita Rosi.
Segundo o estudante Anderson Barros, 15 anos, que exerceu a função de condutor do robô Power Würth o convívio com pessoas tão diferentes foi o mais interessante da viagem. “Apesar da dificuldade de se comunicar, a gente dava um jeito e acabava entendendo quase tudo”, disse o estudante, lembrando que o momento mais marcante foi quando jogaram futebol com japoneses, alemães, coreanos e peruanos. “Foi incrível conhecer outros povos e como eles falam, o que comem e como são no dia-a-dia”, relatou o jovem. Para Rhonaldo Esse, 15 anos, foi uma experiência inesquecível, em que “a necessidade fez com que nós desenvolvêssemos habilidades que nunca pensamos em ter”, declara o aluno. Para o diretor da Escola José de Jesus D’ Avila atividades tecnológicas servem como estímulo para os alunos. “O lego é uma ferramenta de aprendizado que une o conhecimento com a possibilidade de interação entre aluno, professor e o assunto abordado em sala de aula. Sem contar que o lego proporciona sabedoria juntamente com entretenimento”, declara D’ Avila
Conforme a professora dos alunos, Rosi Horst, a equipe provou que é possível a realização de um trabalho de qualidade em escola pública. “Estávamos concorrendo com escolas com mais recursos materiais e, mesmo assim, provamos que a determinação e a vontade podem superar qualquer obstáculo”, destaca Rosi.
